Redução na Patrulha Maria da Penha gera preocupação, no Paraná

Foto: CATVE

A Patrulha Maria da Penha desempenha papel fundamental na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. O trabalho vai além da fiscalização das medidas protetivas: as equipes realizam visitas, prestam orientações e acompanham as vítimas, oferecendo apoio em um dos momentos mais delicados após a denúncia.

Até pouco tempo, cinco equipes da Guarda Municipal atuavam diretamente nesse serviço em Cascavel, com atendimento 24 horas por dia, de segunda a segunda. Agora, apenas uma equipe permanece dedicada à Patrulha Maria da Penha, atuando de segunda a sexta-feira, em horário comercial.

Segundo o secretário municipal de Segurança Pública, Coronel Lee, a mudança faz parte de um remanejamento interno das forças de segurança. "Era de 5 a 6 passou para mais 14 mil em emergência e precisamos fazer adaptações".

Apesar da redução, o secretário afirma que o atendimento às vítimas continuará sendo realizado.

A Polícia Militar também mantém ações de patrulhamento e acompanhamento de casos de violência doméstica, mas conta igualmente com apenas uma equipe para esse trabalho. "Primeiro vai uma equipe da PM e depois vai a Patrulha e faz o atendimento".

Atualmente, em Cascavel, são mais de 3.600 medidas protetivas ativas. Para garantir que as determinações judiciais estão sendo cumpridas e para que as vítimas se sintam mais seguras, o acompanhamento constante é essencial.

A preocupação, no entanto, está relacionada ao volume da demanda. Os números revelam a dimensão do problema e reforçam a necessidade de uma rede de proteção eficiente e estruturada.

Para a delegada da Mulher, Raisa Scariot, o trabalho desenvolvido pela Patrulha Maria da Penha é um importante aliado no enfrentamento à violência doméstica.

"O número é elevado e fica complicado fazer a visita com frequência para que receba as orientações necessárias". 


Fonte: Catve